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EuPTCVHe0872-07542013000200011

EuPTCVHe0872-07542013000200011

National varietyEu
Country of publicationPT
SchoolLife Sciences
Great areaHealth Sciences
ISSN0872-0754
Year2013
Issue0002
Article number00011

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Caso dermatológico

Um latente do sexo masculino, com cinco meses de idade foi referenciado à consulta de Dermatologia Pediátrica por erupção cutânea desde o primeiro mês de vida. Sem antecedentes pessoais de relevo. A mãe e avó paterna referiam prurido.

Ao exame objetivo observava-se erupção papular difusa na face, couro cabeludo, tronco e membros com envolvimento das palmas e plantas (Figura_1). Havia alguns nódulos eritematosos associados e múltiplas escoriações. As palmas e plantas tinham vesículas e descamação marcada (Figura_2). A criança manifestava prurido intenso. Foi realizado raspado de pele para exame microscópico, que foi inconclusivo.

Qual o seu diagnóstico?

DIAGNÓSTICO Escabiose

COMENTÁRIOS A escabiose é uma dermatose ectoparasitária causada pelo ácaro Sarcoptes scabieivar. hominis. O contágio ocorre de modo direto pessoa a pessoa ou, menos frequentemente, por fômites, através da roupa ou lençóis. Em países de clima temperado, como o nosso, a escabiose é mais comum no inverno devido a uma maior propensão a aglomerados de pessoas e ao facto do ambiente frio e húmido favorecer a sobrevida do parasita.1-4 O principal sintoma da escabiose é o prurido, com agravamento noturno. Clinicamente são observadas pequenas pápulas eritemato-escoriadas nas axilas, tronco, regiões glúteas, genitais, espaços inter-digitais das mãos. Nos latentes e crianças pequenas as lesões podem ter uma morfologia e distribuição diferente da criança mais velha e adulto. As lesões são mais inflamatórias e podem ser vesiculares, bolhosas, pustulosas ou em crosta atingindo frequentemente a face e couro cabeludo, habitualmente poupados no adulto. Perante esta diversidade na apresentação, a escabiose deve ser sempre suspeitada perante um latente/criança pequena com prurido intenso associado a lesões polimórficas da pele.1,2 A ocorrência de casos semelhantes entre indivíduos que compartilhem a mesma moradia é um indício forte da doença.2-4 O diagnóstico diferencial faz-se, entre outros, com a dermatite seborreica, dermatite atópica, ictiose e eritrodermia psoriásica.3,4 O tratamento consiste na aplicação tópica de enxofre precipitado a 5% em vaselina 1x/dia, à noite, durante 3-5 dias. A permetrina a 5% é um tratamento alternativo, em latentes >2 meses.

O banho com remoção do produto deve ser efetuado 8-14h após cada aplicação.

O tratamento deve ser repetido novamente uma semana depois para diminuir o risco de recorrências (10-20% casos). Sintomas como irritação cutânea, sensação de queimor ou parestesias podem ocorrer. O agregado familiar e contactos próximos devem fazer o tratamento em simultâneo. As roupas e lençóis da cama usados devem ser lavados a 60º ou mantidos fechados num saco durante 72 horas.1,4,5


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