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EuPTCVHe0872-07542014000100012

EuPTCVHe0872-07542014000100012

National varietyEu
Country of publicationPT
SchoolLife Sciences
Great areaHealth Sciences
ISSN0872-0754
Year2014
Issue0001
Article number00012

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Caso endoscópico

A Margarida, sexo feminino, 18 anos, foi observada na consulta externa de Gastroenterologia Pediátrica por queixas dispépticas por vezes associadas a sensação de mal estar durante a deglutição, que melhoravam com a inibição da secreção ácida. A doente era observada desde os 15 anos na consulta de obesidade mórbida por quadro de obesidade com IMC de 43 (peso 110Kg e estatura 1,60m). Depois de diversas tentativas de emagrecimento com terapêutica dietética, a doente não conseguiu perda de peso significativa, pelo que lhe foi sugerida a colocação de banda gástrica, que aceitou. Esta foi-lhe colocada por via laparoscópica cerca de um ano depois sem complicações e com êxito, uma vez que foi perdendo progressivamente peso. Aos 18 anos apresentava um IMC de 27,5 (Peso 57kg e estatura 1,65m) e referia queixas dispépticas, azia, pirose e, por vezes, odinofagia, com duração de cerca de três meses que aliviava sempre que tomava omeprazol (40mg oral/dia), o que fazia de forma intermitente mas frequente. Em face deste quadro clínico efetuou endoscopia digestiva alta que permitiu observar os aspetos apresentados nas imagens seguintes (Figuras_1, 2 e 3).

Qual o seu diagnóstico? 1 ' Esofagite eosinofílica 2 ' Esofagite péptica 3 ' Migração de banda gástrica 4 ' Aspeto normal

COMENTÁRIOS A Figura_1 mostra-nos o esófago distal, onde se observa a junção esófago- gástrica com cárdia aberto e apresentando a mucosa esofágica discretos sinais inflamatórios compatíveis com esofagite péptica. No centro da imagem é possível adivinhar a presença de estrutura submucosa circular, melhor evidenciada na Figura_2 e indicada pelas setas e que corresponde à impressão provocada pela banda gástrica. A Figura_3 mostra a parte alta do estômago, onde observamos o aparelho rodeado de estrutura submucosa circular que corresponde à banda gástrica, agora observada pela sua face gástrica em inversão (setas). O aspeto da mucosa gástrica e duodenal era normal. A estrutura circular observada nas duas imagens tem aspeto regular o que evidencia correta posição da banda. A imagem da Figura_1 sugere uma discreta câmara gástrica acima da banda, o que faz pensar no seu possível deslizamento proximal e parece muito pequena a câmara gástrica criada pela colocação da banda. Em face dos achados observados, não temos elementos sugestivos de esofagite eosinofílica e concluímos pela existência de esofagite péptica grau I e possível deslocação proximal da banda gástrica.

A realização posterior de estudo radiológico contrastado esófago-gástrico veio confirmar a deslocação.

Palavras-chave: Banda gástrica, dispepsia, esofagite péptica, obesidade.


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