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EuPTCVHe0872-07542014000400001

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National varietyEu
Year2014
SourceScielo

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Apneia obstrutiva do sono e hipertrofia amigdalina: causa reversível de hipertensão pulmonar RESUMO DAS COMUNICAÇÕES LIVRES

PM-1 Apneia obstrutiva do sono e hipertrofia amigdalina - causa reversível de hipertensão pulmonar

Vasco LavradorI; Isabel MartinsI; Céu MotaI; Paula FerreiraI; Sílvia ÁlvaresI ICentro Hospitalar do Porto (CHP)

Introdução:O síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) define-se pela presença de obstrução das vias aéreas superiores (VAS) durante o sono. Na criança a causa mais frequente é a hipertrofia amigdalina ou adenoideia mas factores anatómicos e neuromusculares podem estar na base desta entidade.

Caso clínico:Criança do sexo masculino, 2 anos de idade, transferido para a UCIP por quadro de insuficiência cardíaca secundária a obstrução crónica das VAS.

Antecedentes pessoais: défice de IgA, episódios infecciosos das VAS com obstrução nasal crónica desde os 7 meses. Adenoidectomia aos 7 meses com melhoria clínica transitória.

Agravamento progressivo da sintomatologia (rinorreia crónica, roncopatia e apneia de sono) com programação de amigdalectomia. Na avaliação pré operatória constata-se quadro de insuficiência cardíaca, com dispneia de decúbito, cianose e edemas generalizados. Apresenta-se febril (37,8ºC), frequência respiratória 50ciclos/min, frequência cardíaca-110bat/min, saturação transcutânea de oxigénio-88%, TA-120-76mmHg, AC- S1 normal, S2 com P2 aumentado, sem sopros, APcrepitações em ambos os campos pulmonares, hepatomegalia.

Rx torax-cardiomegalia com congestão pulmonar.

ECG-RS, f card-110bat/min, desvio direito do eixo eléctrico, anomalia auricular direita, hipertrofia ventricular direita.

Eco2D/doppler: ausência de cardiopatia estrutural, dilatação das cavidades direitas e sinais de hipertensão pulmonar (insuficiência tricúspide com gradiente VD/AD de 64mmHg).

Iniciou terapêutica anticongestiva e foi submetida a amigda- lectomia em D2 de internamento.

Verificou-se evolução favorável com normalização do ECG, Rx tórax e ecocardiografia aos 5 meses pós-cirurgia.

Comentários: crianças com hipertrofia adenoamigdaliana e obstrução crónica das vias aéreas superiores, podem evoluir para quadro de ICC grave e hipertensão pulmonar. O ecocardiograma bidimensional Doppler cor é de primordial importância para o diagnóstico, e a amigdalectomia é o tratamento definitivo.


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