Prática de caminhada, atividade física moderada e vigorosa e fatores associados
em estudantes do primeiro ano de uma instituição de ensino superior
INTRODUÇÃO
A prática regular de atividades físicas tem um papel preponderante na promoção
de um estilo de vida saudável, o que se evidencia por meio dos inúmeros
benefícios físicos, psicológicos e sociais que proporciona em todas as idades
(Dias et al., 2008). Apesar destas evidências, a maioria dos jovens não atinge
os níveis mínimos recomendados de atividade física (Farias Júnior, 2008) e esta
prática tende a diminuir com o avanço da idade, sendo que declínios mais
acentuados são observados entre o fim da adolescência (15 a 18 anos) e o início
da idade adulta (20 a 25 anos) (Marcondelli, Costa, & Schmitz, 2008).
Conforme dados do Censo da Educação Superior realizado pelo Instituto de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2010) a idade mais
frequente em que os jovens brasileiros ingressam no ensino superior é 19 anos.
Desta forma estudantes universitários, especialmente do 1º ano, podem
constituir um grupo de risco aos níveis insuficientes de atividade física.
Estudos recentes que analisaram o nível de atividade física em universitários
corroboram estas informações (Dias et al., 2008; Madureira, Corseuil,
Pelegrini, & Petroski, 2009; Marcondelli et al., 2008). Os resultados
encontrados por Sousa (2011), numa revisão sistemática sobre a inatividade
física em universitários brasileiros, apontam para elevada prevalência de
indivíduos inativos ou insuficientemente ativos fisicamente, o que também tem
sido verificado em estudos internacionais (Hawker, 2012; Musharrafieh et al.,
2008; Raynor, & Jankowiak, 2010), independente da área de conhecimento dos
estudantes pesquisados e do instrumento utilizado para mensurar a atividade
física. Este quadro pode ser explicado devido às situações inerentes ao
processo de transição da adolescência para a idade adulta, caracterizado por
intensas alterações biológicas e instabilidade psicossocial (Vieira, Priore,
Ribeiro, Franceschini, & Almeida, 2002). Deve-se considerar, também, as
mudanças oriundas do ingresso no meio universitário como novas relações sociais
e adoção de novos comportamentos. Outro aspeto que pode interferir é o
distanciamento da família que normalmente ocorre com o início da vida
universitária, quando os jovens experimentam o sentimento de liberdade e
independência e passam a ter autonomia sobre seus atos (Vieira et al., 2002).
Neste sentido, as alterações podem implicar diretamente nos níveis de atividade
física, tendo em vista que o declínio da prática de atividade física está
relacionado a esta independência, pois durante o ensino médio o jovem é
obrigado a participar de atividades, ao menos as curriculares, enquanto na
universidade a prática passa a ser voluntária (Dias et al., 2008).
Diante do exposto, tem crescido o interesse dos pesquisadores sobre a temática
e, consequentemente, o número de publicações (Sousa, 2011). Porém, são escassas
informações a respeito da associação dos diferentes tipos e intensidade de
atividade física (prática de caminhada, atividade física moderada e vigorosa),
variáveis sociodemográficas e status do peso. Neste sentido, é importante
verificar se os fatores se associam de maneira semelhante aos tipos e
intensidades de atividades físicas. Portanto, o presente estudo tem como
objetivo investigar a associação entre a prática de caminhada e atividades
físicas moderadas e vigorosas com os fatores sociodemográficos e status do peso
em estudantes ingressantes no primeiro semestre de uma universidade pública da
região de Florianópolis/SC.
MÉTODO
Trata-se de um estudo transversal que faz parte do projeto “Nível de atividade
física e percepção da imagem corporal em universitários ingressantes”, aprovado
pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade do Estado
de Santa Catarina (Protocolo nº 63452/2012).
Participantes
A população deste estudo foi constituída por alunos ingressantes no ensino
superior no primeiro semestre de 2012 em cursos de uma universidade pública
cujos centros de ensino estão situados na região de Florianópolis, Santa
Catarina. Para o procedimento de seleção amostral, primeiramente, foi realizado
um levantamento dos centros situados na região de Florianópolis, dos cursos de
graduação e do número de vagas oferecidas para cada curso no vestibular que
possibilita acesso à instituição. Os dados foram pesquisados no site da
Universidade em abril de 2012.
O centro em que se encontram os cursos das ciências exatas oferece no primeiro
semestre letivo 170 vagas, sendo 80 para o curso de Administração Empresarial
(40 para o período vespertino e 40 para o noturno), 50 para o curso de
Administração Pública e 40 para o curso de Economia. No centro dos cursos da
área da saúde há 90 vagas, destas, 60 para o curso de Educação Física (30 para
Bacharelado e 30 para Licenciatura) e 30 para Fisioterapia. O centro em que são
ministrados cursos das ciências humanas e da educação possibilita o ingresso de
80 alunos, 40 para o curso de História e 40 para Pedagogia. Desta forma, a
população da presente pesquisa consistiu em 340 alunos ingressantes na
universidade.
Para o cálculo do tamanho amostral foram utilizados os procedimentos sugeridos
por Luiz e Magnanini (2000), considerando-se uma prevalência de 85% de ativos
fisicamente (Ferrari et al., 2012), intervalo de confiança de 95% (IC95%), erro
amostral de 4%, efeito do desenho de 1% e acréscimo de 15% como possível perda
amostral. Foi utilizada a amostragem estratificada proporcional por centro de
ensino. Com base neste cálculo, estimou-se a necessidade de avaliar 186
universitários, sendo 93 da área das ciências exatas, 49 da área da saúde e 44
das ciências humanas e da educação.
Foram incluídos na presente pesquisa os estudantes universitários presentes em
sala de aula no momento da coleta de dados e que aceitaram participar
voluntariamente do estudo ao assinar o Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido.
Instrumentos e Procedimentos
O nível económico dos indivíduos foi avaliado por meio do questionário da
Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP, 2012), que visa estimar o
poder de compra das pessoas e famílias e o grau de instrução do chefe de
família, sendo distribuídos em estratos (A1, A2, B1, B2, C, D, E). Os estratos
económicos foram agrupados e considerados em nível alto (A1, A2 e B1), médio
(B2 e C) e baixo (D e E). Nenhum universitário foi classificado em nível
económico baixo, pelo que no presente estudo são apresentadas apenas as
categorias alto e médio.
A massa corporal e a estatura foram coletadas por meio de medidas
autorreportadas pelos universitários. Segundo a literatura, para esta
população, tratando-se de adultos em sua maioria, a correspondência entre
medidas referidas e aferidas é satisfatória, de modo que o uso deste método tem
sido considerado uma alternativa viável em situações em que não é possível a
obtenção direta dessas informações (Coqueiro, Borges, Araújo, Pelegrini, &
Barbosa, 2009), ou quando é preciso tornar o estudo mais rápido e acessível
quanto aos custos (Silveira, Araújo, Gigante, Barros, & Lima, 2005). A
classificação do status do peso, a partir do índice de massa corporal (IMC),
foi realizada por meio dos pontos de corte estabelecidos pela Organização
Mundial de Saúde (WHO, 1998). Em virtude do número baixo de indivíduos
classificados com baixo peso (n= 14) e obesidade (n= 8), no presente estudo,
estes foram agrupados e categorizados, respetivamente, em eutróficos (baixo
peso + peso ideal) e excesso de peso (sobrepeso + obesidade).
Para avaliação da prática de atividades físicas foi utilizada a versão curta do
Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), sendo a mais indicada
para utilização em populações jovens (Guedes, Lopes, & Guedes, 2005).
Análise Estatística
Na análise descritiva das variáveis foram utilizadas médias, desvios padrão e
distribuição de frequência. A normalidade dos dados foi analisada pelo teste
Kolmogorov-Smirnov, e constatou-se que todas as variáveis contínuas não
apresentaram distribuição normal. A diferença entre as médias foi verificada
pelo teste U de Mann-Whitney e Kruskall-Wallis. O cálculo do tamanho do efeito
foi realizado por meio da equação: effect size = valor do teste/ raiz quadrada
do n de sujeitos (ou observações) (Field, 2009, pp. 482, 502).
Ademais, recorreu-se a análise de regressão linear simples e multivariada para
verificar possíveis associações dos tipos e intensidade de atividade física com
as variáveis sociodemográficas e status do peso.
O nível de significância foi estabelecido em 5% e intervalo de confiança de
95%. Todas as análises foram realizadas no software Statistical Package for
Social Sciences (SPSS) versão 20.0.
RESULTADOS
Participaram do estudo 239 universitários. Destes, 41 foram excluídos devido ao
preenchimento incorreto ou incompleto do questionário, totalizando uma amostra
final de 198 académicos (86 homens e 112 mulheres) com média de idade de 20.64
(DP= 4.56) anos, que representam 58.2% da população estudada.
No presente estudo a maior parte da amostra tem idade inferior a 20 anos
(61.1%), não trabalha (55.1%) e apresenta nível económico alto (61.1%).
Ademais, a maioria dos académicos estuda no período diurno (73.2%) e o centro
das ciências exatas é onde se concentra o maior número de estudantes (48.5%).
Observou-se que poucos indivíduos se encontram em condições extremas de status
do peso (baixo peso= 7.1%, obesidade= 4.0%), sendo a amostra predominantemente
eutrófica(69.2%). Ainda, verificou-se que os homens apresentaram valores médios
estatisticamente superiores para as variáveis idade, massa corporal, estatura e
IMC quando comparados às mulheres (Tabela_1).
Na tabela_2 são apresentados os valores médios da participação em caminhada,
atividade física moderada e vigorosa de acordo com o sexo, faixa etária, nível
económico, turno de estudo, área de conhecimento, trabalho e status do peso. Na
comparação entre as médias, observou-se diferença na quantidade de atividade
física moderada praticada entre as áreas de conhecimento, com valores
superiores para a área das ciências humanas e da educação em relação às demais
(p< 0.05; tamanho de efeito= 0.38). Os académicos do sexo masculino (tamanho de
efeito= 0.15), de nível socioeconómico alto (tamanho de efeito= 0.14), da área
da saúde (tamanho de efeito=0.23) e aqueles que não trabalhavam (tamanho de
efeito= 0.18) apresentaram maior tempo de participação em atividade física
vigorosa.
Na tabela_3, observam-se os fatores associados à prática de caminhada em
universitários ingressantes. Na análise bruta, verificou-se associação apenas
com a variável turno de estudo. Os académicos que estudavam no período noturno
apresentam mais minutos/semana de caminhada do que aqueles que estudavam no
período diurno. Esta associação permaneceu na análise ajustada, sendo que os
académicos do turno noturno praticam, aproximadamente, 102 minutos a mais de
caminhada por semana do que seus pares.
Na tabela_4, observam-se os fatores associados à prática de atividade física
moderada em universitários ingressantes. Tanto na análise bruta quanto na
ajustada, nenhuma associação foi verificada entre a prática de atividade física
moderada e as variáveis independentes (p> 0.05).
Na tabela_5, observam-se os fatores associados à prática de atividade física
vigorosa em universitários ingressantes. Na análise bruta, as variáveis sexo e
área de conhecimento estiveram associadas ao desfecho, sendo que os académicos
do sexo masculino e da área da saúde praticam quantidade superior de minutos
por semana de atividades físicas vigorosas. Na análise ajustada, os académicos
da área da saúde apresentaram, aproximadamente, 128.5 minutos/semana a mais de
atividade física vigorosa do que os das outras áreas (exatas, humanas e da
educação).
DISCUSSÃO
Muitos estudos que investigaram o nível de atividade física utilizaram o IPAQ,
versão curta, e apresentaram como objetivo identificar a prevalência de
indivíduos ativos e inativos fisicamente e os fatores associados (Maglione, &
Hayman, 2009; Pelegrini, & Petroski, 2009; Shuval, Weissblueth, Brezis,
Araida, & DiPietro, 2009; Souza, 2011; Zanchetta et al., 2010). O presente
estudo se diferencia ao investigar de maneira isolada a prática de diferentes
tipos e intensidades de atividade física entre académicos ingressantes no
ensino superior.
Os resultados deste apontam diferenças do tipo e intensidade de atividade
física em relação às variáveis sociodemográficas. Os académicos das ciências
humanas e da educação apresentaram maior quantidade de prática de atividade
física moderada (379.8 min/sem), enquanto os universitários da área da saúde
revelaram prática superior de atividade física vigorosa (254.6 min/sem). Estes
resultados podem ser justificados, em parte, pelo facto de que os
universitários das áreas humanas e da educação apresentam faixa etária mais
elevada (60% com idade superior a 20 anos), a maioria trabalha (67.5%) e
apresentam o menor nível económico (60% nível médio). Em contrapartida,
comparando com as demais áreas de conhecimento, os académicos da área da saúde
(Educação Física e Fisioterapia) apresentaram maior proporção no grupo etário
inferior a 20 anos (66.1%) e a maioria não trabalha (61.3%). Em relação à
caminhada, estudar no turno noturno esteve associado à maior prática de
atividades desse tipo. Não foram encontrados na literatura estudos que pudessem
confirmar ou refutar essa informação.
A análise de regressão linear simples revelou associação entre a área de
conhecimento e a prática de atividades físicas vigorosas, sendo que os
académicos das ciências da saúde praticam, aproximadamente, 128.5 minutos a
mais por semana de atividades dessa intensidade do que os das demais áreas.
Ainda, entre os estudantes da área da saúde, os da Educação Física (Bacharelado
e Licenciatura) são os que apresentam maior prática em atividades mais intensas
(dados não apresentados). Esses resultados corroboram os estudos de Mielke et
al. (2010), Fontes e Vianna (2009) e Marcondelli et al. (2008). Cabe destacar
que no presente estudo não foi investigada a existência de atletas entre os
universitários, o que possibilitaria um maior entendimento em casos de valores
de prática de atividade física, especialmente vigorosa, muito superiores.
Supondo que frequentemente atletas ingressam em cursos da área da saúde, caso
fossem alvo de investigação, seria possível justificar maior quantidade de
atividade física nessa área. Ainda, os cursos de Educação Física possuem no seu
plano curricular, já na primeira fase, disciplinas práticas, o que pode ter
contribuído para elevar os níveis de atividade física desses. Entre os demais
cursos, apenas o de História apresenta alguma prática através de disciplina
obrigatória, a Educação Física Curricular; para os outros não existem
iniciativas relacionadas à atividade física durante a graduação. Outra possível
explicação para a maior prática de atividades físicas entre os académicos da
área da saúde é a proximidade com os projetos de extensão que se concentram
neste centro de ensino. Destaca-se que as instalações do centro das ciências da
saúde se encontram afastadas dos demais centros, o que pode dificultar o
conhecimento e a participação dos estudantes de outras áreas em práticas
regulares de atividade física.
Ademais, entre os indivíduos que não trabalham e apresentam nível económico
alto foi observado maior tempo despendido em atividades físicas vigorosas.
Deve-se considerar que a média de jornada de trabalho entre os universitários
que exercem alguma atividade deste tipo é de 27.4 horas/semana (dados não
apresentados), pelo que tal situação somada ao tempo em sala de aula e às
demais obrigações académicas pode resultar numa rotina exaustiva, fazendo com
que os estudantes, possivelmente, se afastem de atividades físicas que exijam
maior esforço e comprometimento, optando, por vezes, por atividades mais livres
e tranquilas. O fato de possuir melhor condição económica pode estar
relacionado com a possibilidade de se envolver em atividades orientadas e de
treino desportivo que apresentam algum custo para participação, como em clubes
e academias.
Parece existir consenso na literatura de que os indivíduos do sexo masculino
apresentam níveis totais de atividade física superiores aos seus pares do sexo
feminino (Farias Júnior, 2008; Maglione & Hayman, 2009; Marcondelli et al.,
2008; Mielke et al., 2010; Papathanasiou et al., 2012; Zanchetta et al., 2010).
Os rapazes do presente estudo apresentaram maior envolvimento em atividades
físicas vigorosas do que as raparigas, o que corrobora resultados de estudos
que encontraram associação entre sexo e intensidade da atividade física
(Miller, Staten, Rayens, & Noland, 2005, Papathanasiou et al., 2012).
Verificou-se por meio da análise de regressão linear bruta que eles praticam,
aproximadamente, 128 minutos a mais por semana de atividades físicas vigorosas
do que elas. Esta associação não se manteve na análise ajustada, havendo,
porém, uma tendência de associação (p= 0.06). A relação existente entre sexo e
intensidade da atividade física pode estar relacionada às diferentes razões de
rapazes e raparigas para prática (Mielke et al., 2010). Enquanto eles associam
atividade física ao prazer e procuram mais frequentemente práticas desportivas
e atividades em grupo, como futebol e basquetebol, elas preferem atividades
individuais como caminhada, e preocupam-se por motivos estéticos e de saúde
(Monteiro et al., 2003).
Existem evidências de que atividades mais intensas são as que apresentam
maiores benefícios para a saúde (Swain & Franklin, 2005). Entretanto,
alguns estudos apontam que, para mulheres, os benefícios relacionados à prática
de atividades físicas estão presentes mesmo em intensidades leve e moderada
(Pitanga, Lessa, Pitanga, & Costa, 2011; Pitanga, Pitanga, Beck, Gabriel,
& Moreira, 2012), cabendo, porém, destacar que essas investigações foram
conduzidas em amostras com características diferentes das do presente estudo.
Uma das limitações do presente estudo está relacionada à fragilidade e
inconsistência do instrumento para verificar a prática de atividade física –
IPAQ, o qual não permite uma avaliação precisa do tempo despendido em
diferentes atividades, além de se mostrar confuso quanto à sua interpretação
para os académicos. Outra limitação se refere à utilização de medidas de massa
corporal e estatura autorreportadas, que podem ser sub ou superestimadas por
alguns académicos, e estes podem, até mesmo, não conhecer suas medidas atuais.
Apesar disso, esta forma de obtenção dos dados é considerada válida para a
população e tem sido utilizada em estudos prévios (Madureira et al., 2009,
Martins et al., 2012).
CONCLUSÕES
Os resultados encontrados no presente estudo possibilitam concluir, como era
esperado, que existem fatores específicos que se associam à prática de
atividades físicas de tipos e intensidades diferentes em académicos de
diferentes áreas de conhecimento. Estudar no turno noturno esteve associado à
maior prática de caminhada, enquanto maiores quantidades de atividade física
vigorosa estiveram associadas ao sexo masculino e a estudantes da área da
saúde. Estas informações são importantes e necessárias para o planeamento e
intervenções adequadas a fim de inserir indivíduos em práticas de atividades
físicas ou melhorar os níveis atuais de prática entre os diferentes tipos e
intensidades de atividades físicas.
Sugere-se que pesquisas futuras investiguem os interesses e motivos, além das
barreiras, que levam jovens académicos a praticar ou não atividades físicas, a
fim de que novos espaços e projetos sejam planeados para atender a um número
maior de indivíduos e às suas diferentes necessidades, reduzindo, assim, a
quantidade de indivíduos com baixos níveis de atividade física. Ainda, é
importante que iniciativas já existentes sejam divulgadas de maneira mais ampla
e eficaz e que existam menos fatores limitantes para a adesão às mesmas.