Doença de Kawasaki: casuística de 10 anos
COMUNICAÇÕES ORAIS
CO-1
Doença de Kawasaki ' casuística de 10 anos
Catarina MaiaI; Ana Raquel MoreiraI; Tânia LopesI; Clara VieiraI; Sónia
CarvalhoI; Cecília MartinsI
IServiço de Pediatria, Centro Hospitalar do Médio Ave E.P.E.
Introdução:A doença de Kawasaki (DK) é a cardiopatia adquirida na idade
pediátrica mais frequente nos países desenvolvidos. O seu tratamento consiste
na administração de imunoglobulina e ácido acetilsalicílico, sendo o
prognóstico dependente do atingimento cardiovascular (CV). Este estudo teve
como objetivos analisar as características epidemiológicas, clínicas,
laboratoriais e ecocardiográficas dos casos de DK internados num hospital
distrital.
Metodologia:Estudo retrospetivo descritivo, baseado na análise dos processos
clínicos dos doentes internados entre 2004 e 2014, com o diagnóstico de DK.
Resultados:Identificaram-se 7 casos de DK, 4 do sexo masculino, com idades
compreendidas entre os 6 meses e os 6 anos. Constatou-se um pico de
diagnósticos nos últimos 2 anos. O período de febre previamente ao diagnóstico
variou entre 4 e 16 dias. Seis pacientes apresentavam critérios para DK
clássica e uma latente de 7 meses cumpria critérios de DK incompleta. As
alterações analíticas mais frequentes foram: anemia, leucocitose, trombocitose,
PCR e VS aumentadas. Todos realizaram terapêutica com imunoglobulina e ácido
acetilsalicílico. A evolução foi favorável na maioria das crianças,
verificando-se um caso refratário ao tratamento inicial, com aparecimento de
sintomas neurológicos e necessidade de terapêutica com metilprednisolona
endovenosa. O ecocardiograma foi normal em todos os pacientes. O tempo de
internamento variou entre 4 e 19 dias. Durante o período de seguimento não se
identificaram complicações CV.
Conclusão:O diagnóstico de DK baseia-se em critérios bem definidos, sendo
essencial o seu reconhecimento precoce. O tratamento adequado na fase aguda
permite uma redução do risco de complicações cardíacas. Neste estudo o
prognóstico foi bom em todas as crianças, uma vez que em nenhum caso se
verificou a formação de aneurismas coronários.