Dislipidémia na infância
POSTERS
PM-6
Dislipidémia na infância
Mónica BagueixaI; Cátia A. PereiraII
IUnidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Santa Maria 2, Centro de Saúde
de Bragança ' Unidade Local de Saúde do Nordeste
IIUnidade Local de Saúde do Nordeste
Introdução:Com base numa prevenção quaternária, Médico de Família é confrontado
com os pós e contras do rastreio e tratamento das dislipidémias em crianças.
O rastreio para as dislipidémias é um procedimento invasivo com potenciais
implicações no bem-estar da criança e família.
Quanto à abordagem terapêutica, os estudos demonstram que as estatinas são
efetivas e habitualmente bem toleradas, no entanto não são isentas de efeitos
adversos, sendo necessários estudos que comprovem a sua segurança a longo
prazo.
Objetivo:Rever a abordagem terapêutica na dislipidémia na infância.
Metodologia:A pesquisa foi efetuada em Julho de 2014 nas bases de dados
Medline/Pubmed.
Resultados:A dislipidémia constitui um fator de risco para desenvolvimento da
doença cardiovascular. Existe cada vez mais evidência de que o processo
aterosclerótico tem início em idade pediátrica e que está relacionado com a
presença e intensidade de fatores de risco cardiovascular, nomeadamente de
dislipidémia.
De acordo com os dados científicos disponíveis pode concluir-se que não existe
evidência do benefício do rastreio de dislipidémias em crianças e adolescentes
na diminuição do risco e da morbilidade cardiovascular.
A terapêutica inicial de todas as crianças é não farmacológica (dietética).O
tratamento farmacológico continua a gerar uma controvérsia de opiniões, mas é
iniciado em crianças com idade superior a 8 a 10 anos com risco cardiovascular
muito elevado. A monitorização do tratamento inclui a repetição do perfil
lipídico ao fim de 6 semanas a 3 meses assim como a provas da função hepática.
O tratamento com estatinas atrasa a progress ão do espes samento da íntima da
carótida e n ão possui efeitos adversos. A eficácia do tratamento está
relacionada com idade, obtendo-se melhores resultados quanto mais cedo se
inicie o mesmo. O National Heart, Lung, and Blood Institute publicou em 2011
aconselhamento para que seja efetuado um rastreio universal dos lípidos nas
crianças com idades entre 9 e os 11 anos, permitindo a discriminação entre a
hipercolesterolemia familiar e as outras causas de colesterol LDL elevado.
Discussão:Continua a existir controvérsia sobre a utilização de terapêutica
farmacológica na dislipidémia em idade pediátrica.
São necessários mais estudos para aperfeiçoar a terapêutica da dislipidémia na
infância.