Avaliação do Nível de Consciência Acerca dos Factores de Risco para Cancro
Gástrico na População do Concelho de Vila Nova de Gaia
INTRODUÇÃO
Apesar da incidência mundial de cancro gástrico estar gradualmente a diminuir,
esta permanece a quarta neoplasia com maior incidência e a segunda causa de
morte por cancro (10,4% das mortes por cancro)1. Por ano, diagnosticam-se
900000 novos casos de cancro gástrico e morrem 700000 doentes com esta
patologia, em todo o mundo2. Portugal é um dos países da Europa com maior taxa
de incidência de cancro gástrico, sobretudo na região norte do país. Em
Portugal, segundo os dados da Globocan 2008, o cancro gástrico é a terceira
neoplasia maligna com maior incidência (2889/100000) e taxa de mortalidade
2423/100000 habitantes. Adicionalmente, o Concelho de Vila Nova de Gaia é o
terceiro concelho mais populoso do país, e o mais populoso na região Norte
(Instituto Nacional de Estatística, 2008).
Pensa-se que esta diminuição da incidência tenha resultado de uma melhoria das
condições socioeconómicas das populações. Salienta-se que a evolução da
Medicina não permitiu ainda diminuir, para valores desejáveis, a taxa de
mortalidade do cancro gástrico, uma vez que permanece a 2ª causa mais frequente
de morte por cancro.
Deste modo, a prevenção do cancro gástrico é uma estratégia essencial para o
controlo desta patologia. Duas abordagens têm sido usadas para diminuir a taxa
de mortalidade por cancro gástrico. Uma delas é a prevenção primária que visa
reduzir o desenvolvimento do cancro pela eliminação dos factores de risco, e
uma segunda abordagem é a sua detecção precoce3. Sabe-se que os doentes com
cancro gástrico em estadios iniciais são assintomáticos, por isso quando
diagnosticados, habitualmente apresentam-se em estadios avançados, o que
implica um mau prognóstico e daí a relevância de um rastreio.
Por outro lado, as diferenças geográficas na incidência têm sido explicadas
sobretudo por factores ambientais e, consequentemente, potencialmente
preveníveis4. Dos factores ambientais, os hábitos dietéticos e a infecção por
Helicobacter pyloriserão provavelmente os principais responsáveis por estas
alterações geográficas. Um número crescente de autores defende que a infecção
pelo H. pylorié o maior factor de risco conhecido para cancro gástrico. Estudos
epidemiológicos determinaram que o risco atribuível de cancro gástrico
conferido pela infecção por H. pylorié de aproximadamente 75%5. Adicionalmente,
a erradicação da infecção por H. pyloridiminui significativamente o risco de
desenvolver cancro em indivíduos infectados sem lesões pré-malignas6.
Guidelines americanas e europeias para o tratamento da infecção por H. pylori,
recomendam a sua erradicação em todos os doentes com atrofia e/ou metaplasia
intestinal e nos familiares de primeiro grau dos doentes com cancro gástrico.
Na Conferência de Consenso de Cancro Gástrico Ásia-Pacífico, foi sugerido, pela
primeira vez, o rastreio e tratamento da infecção por H. pylori, em regiões com
incidências de cancro gástrico superiores a 20/100000/ano7.
Para a prevenção primária do cancro gástrico, a sensibilização pública dos
factores de risco e a necessidade da alteração dos hábitos de vida são passos
essenciais. Estudos realizados com outros tipos de cancro, nomeadamente cancro
da mama, colo-rectal e colo do útero, demonstraram que a falta de consciência
dos factores de risco para cancro e a falta da percepção do risco pessoal são
motivos para uma aparente falta de preocupação acerca destas patologias8,9.
Para a prevenção secundária do cancro gástrico o rastreio é essencial. Alguns
países de elevada incidência para esta patologia, como o Japão e a Coreia, têm
programas de rastreio para o cancro gástrico. Contudo, as taxas de adesão ainda
não são satisfatórias, sendo possivelmente resultado de uma falta de informação
e da percepção do risco para esta patologia3.
No nosso país, que possui uma elevada incidência de cancro gástrico, ainda não
se realizaram estudos para perceber o nível de conhecimento da etiopatogenia e
a necessidade de rastreio desta patologia, por parte da nossa população. Deste
modo, com este estudo pretendemos evidenciar a importância da
consciencialização pública para os factores de risco para o desenvolvimento de
cancro gástrico e da percepção do risco pessoal da nossa população. Este
conhecimento é essencial para delinear possíveis estratégias futuras para a
prevenção do cancro gástrico e, assim, tentar diminuir a significativa taxa de
mortalidade desta patologia. Adicionalmente, com este estudo avaliamos a
aceitação de um possível rastreio por parte da nossa população.
MATERIAL E MÉTODOS
O inquérito (Quadro 1) foi entregue para preenchimento livre aos utentes
enviados para Pequena Cirurgia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/
Espinho, E.P.E., de Março a Setembro de 2010. O consentimento informado foi
obtido no acto de entrega do inquérito. O inquérito era constituído por
questões simples e de escolha múltipla.
Quadro 1.Inquérito.
O questionário usado continha questões acerca:
1. Dados socioeconómicos,
2. Percepção do risco pessoal de cancro gástrico,
3. Conhecimento dos factores de risco e destes quais os passíveis de prevenção,
4. Relevância da modificação do estilo de vida,
5. Importância do diagnóstico precoce e eventual rastreio regular.
Por outro lado, não continha dados pessoais identificativos como nome, data de
nascimento ou morada. Os doentes com antecedentes pessoais de cancro gástrico
foram excluídos do estudo.
Dos 383 inquéritos preenchidos, 33 foram excluídos por preenchimento incorrecto
ou incompleto.
A análise estatística foi realizada recorrendo ao programa PASW 18 e recorreu-
se ao Teste t e Teste qui-quadrado para avaliar a significância dos
resultados obtidos, considerando um nível de significância de p < 0,05.
RESULTADOS
Caracterização da população(Quadro 2)
Quadro 2.Caracterização da população.
Obtivemos um predomínio do sexo feminino (60%), com uma média de idade de 44
anos (mínimo: 18 anos; máximo: 85 anos). O grau de escolaridade mais frequente
foi o primeiro ciclo do Ensino Básico (31%). Cerca de 23% dos participantes
encontravam-se, na altura, desempregados. As profissões mais prevalentes foram
as seguintes: reformado, estudante e empregado fabril. Deste modo, a maior
parte da nossa população possui um nível socioeconómico baixo (72%).
Avaliação do risco de desenvolver cancro gástrico
Relativamente à questão do nosso país ser um dos países europeus com maior taxa
de incidência de cancro gástrico, a maioria respondeu não (56%). Foram nas
faixas etárias mais jovens (2ª, 3ª e 4ª década) que obtivemos as maiores
percentagens de resposta negativa (77,4%; 60,6% e 63,5% respectivamente). Por
outro lado, foram nos graus de escolaridade mais elevados (ensino secundário e
superior) que se observaram as maiores taxas de resposta negativa (58,9% e
69,7% respectivamente (p = 0,033)).
Quando questionados acerca da taxa de mortalidade por cancro gástrico 65,4%
respondeu ser moderada, 29,1% ser elevada e 5,4% ser baixa. O grupo de
indivíduos mais jovens foi o que apresentou com maior frequência a resposta de
baixa mortalidade por cancro gástrico. Enquanto que no grupo dos mais idosos
constatou-se uma maior taxa de resposta de elevada mortalidade (Quadro 3).
Avaliando segundo o grau de escolaridade, constatou-se que a taxa de resposta
de elevada mortalidade, foi mais baixa, para os indivíduos com o ensino
superior (15,8% (p = 0,013)).
Quadro 3. Distribuição das respostas acerca da taxa de mortalidade por cancro
gástrico por grupos etários.
A percepção do risco pessoal de desenvolver cancro gástrico está sumariada na
Fig. 1. De todos os indivíduos, 44, 3% pensam ter um risco moderado de
desenvolver cancro gástrico, 32,3% pensam ter um risco baixo e 10% dos
indivíduos pensam ter um risco muito baixo. Contudo, 11,4% pensam ter um risco
elevado de desenvolver cancro gástrico e 2% pensam ter um risco muito elevado.
Avaliando o risco pessoal pelos grupos etários, não obtivemos diferenças
estatisticamente significativas, no entanto, verificou-se que a percepção do
risco pessoal de desenvolver cancro gástrico está estatisticamente relacionada
com o nível de escolaridade (p = 0,02).
Fig. 1. Percepção do risco pessoal de desenvolver cancro gástrico.
Avaliação do conhecimento dos factores de risco para cancro gástrico
Primeiro, foi questionado quais dos factores, genéticos ou ambientais,
contribuíam mais para o desenvolvimento de cancro gástrico. 55% dos indivíduos
respondeu serem os factores ambientais os principais responsáveis, tendo-se
verificado diferenças estatisticamente significativas entre os grupos etários
(p = 0,005) (Fig. 2).
Fig. 2. Avaliação do conhecimento dos factores de risco por grupos etários.
Seguidamente, da seguinte lista de potenciais factores de risco era inquerido
quais contribuiriam mais para o desenvolvimento de cancro gástrico: idade,
sexo, história familiar, dieta rica em sal, dieta rica em gorduras, dieta
picante, dieta rica em vegetais e fruta, dieta rica em fumados, úlcera
gástrica, álcool, bactérias (como Helicobacter pylori), tabaco, história
anterior de cirurgia gástrica, gastrite crónica, obesidade, stress, poluição e
falta de exercício físico. Os resultados apresentam-se sumariados no Quadro 4.
Os factores de risco mais assinalados foram os seguintes: álcool (60,9%),
úlcera gástrica (47,7%), tabaco (41,7%), dieta rica em gorduras (40,9%) e
gastrite crónica (40,9%). De entre os menos referidos encontra-se a infecção
por Helicobacter pylori(13,1%). Os indivíduos com ensino superior foram o grupo
que mais seleccionou este factor de risco (39,1%, p = 0,011).
Quadro 4. Avaliação do conhecimento dos potenciais factores de risco de cancro
gástrico.
Percepção do rastreio de cancro gástrico e a sua utilidade
Relativamente à avaliação do conhecimento do rastreio de cancro gástrico, 68%
dos indivíduos respondeu que desconhecia em que consistia o rastreio.
Constatou-se que não existia uma relação entre o nível de conhecimento do
rastreio e o aumento do grau de escolaridade (Fig. 3). No grupo dos indivíduos
com o ensino superior, 72,4% respondeu não ter conhecimento acerca do rastreio
de cancro gástrico. Do mesmo modo, a taxa de resposta negativa na 2ª e 3ª
décadas foi, respectivamente, 77,4% e 65,2%.
Fig. 3. Distribuição do nível de conhecimento do rastreio de cancro gástrico
segundo o grau de escolaridade.
Apesar da maioria desconhecer em que consiste o rastreio, 83% pensa que este
seria muito útil para a detecção precoce de cancro gástrico, e 16% considera
que seria útil (Fig. 4). Os indivíduos que responderam ser pouco útil ou nada
útil pertenciam todos ao grupo com o 1º ciclo do ensino básico.
Fig. 4. Avaliação da utilidade do rastreio na detecção precoce de cancro
gástrico.
Quando questionados acerca da percentagem de cancros gástricos que poderiam ser
preveníveis com um rastreio regular, 33% respondeu 60-80% e 30% respondeu 40-
60% (Fig.5). As diferenças de respostas obtidas nesta questão foram
estatisticamente significativas segundo o grau de escolaridade dos indivíduos
(p = 0,005). Do mesmo modo, as médias de idades obtidas para cada valor de
percentagem de cancro gástrico potencialmente prevenível por rastreio regular
foram estatisticamente diferentes (p = 0,01), constatando-se uma média de idade
menor nos grupos de indivíduos que optaram pelas opções 40-60% e 60-80%.
Fig. 5. Percepção da percentagem de cancro gástrico prevenível.
Quanto à possibilidade de realizar, no futuro, endoscopias digestivas altas, a
maioria (54%) dos indivíduos respondeu favoravelmente. Observando as respostas
segundo o grupo etário dos indivíduos verificou-se que o maior número de
respostas negativas ocorreu nos extremos, ou seja, na 2ª e 9ª década (67,7% e
66,7%, respectivamente (p = 0,044)) (Fig. 6). Realizando o mesmo mas em relação
à escolaridade, o grupo do ensino superior foi o que apresentou menor taxa de
reposta favorável, com 34,2% dos indivíduos a pensar realizar endoscopias
digestivas altas (p = 0,002).
Fig. 6. Distribuição da possibilidade de realização de endoscopia digestiva
alta segundo os grupos etários.
A última questão indagava sobre o interesse de campanhas informativas e de
prevenção do cancro gástrico, tendo 99% dos participantes respondido serem
relevantes. Apenas 3 responderam desfavoravelmente, sendo todos do sexo
masculino (p = 0,032) e com idades compreendidas entre os 19 e 29 anos.
DISCUSSÃO
Para reduzir a mortalidade do cancro gástrico é essencial modificar os
potenciais factores de risco preveníveis e em regiões de elevada incidência
realizar um rastreio. Para conseguir estes objectivos é necessário existir uma
educação pública para esta patologia, de modo a consciencializar a população
para os factores de risco e a sua possível prevenção. Existem vários estudos
sobre as diferenças entre as percepções de risco de cancro pela população em
geral e o seu comportamento em relação à prevenção do mesmo10-14. Deste modo, é
importante determinar, actualmente, o nível de consciência dos factores de
risco para o desenvolvimento de cancro gástrico e a percepção dos programas de
rastreio destinados à população em geral.
Contudo, no nosso país, um dos países da Europa com maior taxa de incidência de
cancro gástrico, não se conhece a extensão da consciencialização dos factores
de risco para esta patologia. O presente estudo é o primeiro estudo realizado
em Portugal para avaliar a consciência pública do risco de cancro gástrico.
Tanto quanto sabemos, nenhum estudo anterior foi realizado para avaliar o nível
de sensibilização do público para esta patologia.
Têm sido descritos vários factores de risco para cancro gástrico, nomeadamente
factores genéticos e ambientais. Contudo, sabe-se que são os factores
ambientais os que mais contribuem para a patogénese desta neoplasia maligna4.
Deste modo, a alteração ou mesmo eliminação dos factores de risco ambientais
poderiam conduzir à diminuição da incidência de cancro gástrico, mas para tal é
fundamental uma mudança geral dos hábitos de vida da população.
No nosso estudo, observamos que a maioria dos indivíduos não tem percepção da
elevada incidência do cancro gástrico no nosso país. Curiosamente, foi nas
faixas etárias mais jovens e no grupo com maior escolaridade que obtivemos o
maior número de respostas negativas. Assim, podemos constatar que apesar de um
indivíduo ser mais jovem ou possuir maior escolaridade não é sinónimo de
conhecimento de patologias como o cancro gástrico. Do mesmo modo, cerca de 65%
pensa que a taxa de mortalidade por esta patologia é moderada e apenas 29%
pensa ser elevada. Em relação ao risco pessoal de desenvolver cancro gástrico,
42% acreditam ter um risco baixo ou muito baixo, ou seja, praticamente metade
dos participantes não pensam ser afectados por esta patologia. Adicionalmente,
como foi possível verificar neste estudo, as estimativas de risco pessoal de
cancro gástrico não são muito elevadas. Apenas 13% dos inquiridos pensam ter um
risco elevado ou muito elevado de desenvolver cancro gástrico.
Assim, uma vez que a maioria pensa que o nosso país não é um dos países com
maior incidência de cancro gástrico, que a taxa de mortalidade é moderada e que
42% pensam ter um risco baixo ou muito baixo de desenvolver esta patologia, é
natural concluirmos que o nível de preocupação com esta neoplasia maligna é
baixo. De igual modo, se a maioria não pensa vir a ser afectado por esta
patologia obviamente não têm interesse em conhecer os factores de risco para o
seu desenvolvimento e muito menos efectuar a sua prevenção.
Relativamente aos factores de risco, a maioria pensa ser os factores ambientais
os principais responsáveis na patogénese do cancro gástrico. Contudo, os
factores mais escolhidos foram o álcool (61%), úlcera gástrica (48%) e tabaco
(42%). Contrariamente, só 13% reconheceu a infecção por Helicobacter pylori
como factor de risco e vários estudos demonstraram que o risco atribuível de
cancro gástrico conferido por este factor de risco é de aproximadamente 75%5.
Assim, cerca de 90% dos indivíduos desconhece um dos principais factores de
risco para cancro gástrico. Do mesmo modo, apenas 11% dos participantes
reconheceu a história anterior de cirurgia gástrica como factor de risco.
Como seria de esperar, 68% desconhece em que consiste o rastreio de cancro
gástrico. Contudo, 83% pensa que seria muito útil na detecção precoce desta
patologia. 33% pensa que cerca de 60-80% dos casos poderiam ser preveníveis com
rastreio regular e a maioria pensa no futuro realizar endoscopias digestivas
altas. Portanto, constatou-se que a maioria tem percepção da utilidade de um
rastreio de cancro gástrico e demonstrou disponibilidade para realizar
endoscopias digestivas altas.
A quase totalidade dos participantes pensa que seria útil existirem campanhas
informativas e de prevenção do cancro gástrico. Os resultados deste estudo
evidenciam a importância da existência de campanhas, para a população em geral,
com informações precisas sobre os factores de risco para cancro gástrico. Por
exemplo, a infecção por Helicobacter pylorie factores dietéticos devem ser
enfatizados. Adicionalmente, as modificações do estilo de vida devem ser
incentivadas como base numa consciencialização dos factores de risco. Por outro
lado, estas campanhas devem igualmente fornecer informações acerca do rastreio
e da sua utilidade na detecção precoce de cancro gástrico. Deve ser igualmente
realçada a importância da realização do rastreio. Não deverá ser o aparecimento
de sintomas o motivo da realização de exames complementares de diagnóstico,
pois sabe-se que muito possivelmente nessa altura o estadio já será avançado.
Assim, o rastreio constitui a forma mais provável de detecção de doença
potencialmente curável.
Deste modo, é importante determinar actualmente o nível de conhecimento acerca
do cancro gástrico e a percepção da relevância do diagnóstico precoce, da nossa
população. As informações e perspectivas obtidas podem conduzir à elaboração e
implementação de estratégias fundamentadas de prevenção do cancro gástrico.
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