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EuPTCVHe0874-02832015000600002

EuPTCVHe0874-02832015000600002

variedadeEu
Country of publicationPT
colégioLife Sciences
Great areaHealth Sciences
ISSN0874-0283
ano2015
Issue0006
Article number00002

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Cobertura de polietileno para manutenção da temperatura corporal do recém- nascido

Introdução Quando nasce prematuramente, o recém-nascido (RN) perde semanas de estimulação no útero materno e os distúrbios da termorregulação podem ser considerados uma das principais condições de risco trazidas por esta prematuridade. Estes, devido sua capacidade limitada de auto-proteção no sistema termorregulador podem, facilmente, perder o calor e a temperatura do corpo, e sucumbir às consequências fisiológicas graves de hipotermia. A qual, juntamente com a imaturidade do sistema imunológico pode favorecer o aumento da mortalidade e morbidade neonatal nos RN (Ringer, 2013).

A taxa de mortalidade neonatal (óbitos entre 0 a 27 dias de vida), ao contrário da mortalidade pós-neonatal relacionada, principalmente, a fatores socioeconómicos e ambientais está associada tanto a fatores biológicos, quanto ao acesso e à qualidade da prestação de cuidados no pré-natal, ao parto e ao recém-nascido (Pereira, 2007). No Brasil, em 2010, registou-se 19,2% de óbitos neonatais entre recém-nascidos de baixo peso ao nascer, ou seja, entre 1500g a 2500g (Ministério da Saúde, 2012). Esta elevada taxa representa a necessidade de maior atenção e adequação dos cuidados imediatos a esses recém-nascidos de alto risco.

Diante deste contexto, torna-se fundamental os primeiros cuidados direcionados à manutenção da temperatura do Recém Nascido Prematuro (RNPT), em especial, a adequação do ambiente externo para reduzir perda de calor por evaporação, condução, conveção e radiação, realização de secagem completa e, principalmente, manutenção do ambiente termoneutro durante o transporte para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) (Sobel, Silvestre, Mantaring, Olivero, & Nyunt, 2011).

Em decorrência dessa prematuridade, os cuidados e intervenções de enfermagem nas unidades neonatais, direcionam-se aos problemas relacionados com a maturação fisiológica.

Dos quais destaca-se o sistema termorregulador, em que a termorregulação é tida como uma função crítica para a sobrevivência do RN, regulamentada no hipotálamo e mediado por vias endócrinas. A hipotermia ativa o metabolismo celular através de tremores e termogénese sem calafrios. Em recém-nascidos, as faixas de temperatura ideais são estreitas e os mecanismos de termorregulação pouco estáveis, particularmente em recém-nascidos prematuros e de baixo peso de nascimento. A falta de proteção térmica leva rapidamente à hipotermia, que está associada a processos metabólicos prejudiciais e outros fisiopatológicos.

Estratégias de proteção térmica simples são viáveis nos níveis comunitário e institucionais em ambientes de recursos limitados. Intervenções apropriadas incluem cuidados com a pele-a-pele, amamentação e vestuário de protecção ou dispositivos para manutenção da temperatura corporal (Lunze & Hamer, 2012).

Um estudo realizado por Magalhães et al. (2010) com 26 RNPT, constatou que a incidência de manuseamento para cuidados de rotinas durante o período de 24 horas variou de 52 a 79, sendo a maioria realizada pela equipa de Enfermagem. O que retrata um manuseamento excessivo, o qual também pode dificultar a estabilidade da temperatura corporal devido stresse decorrente do frio, alterações dos sinais vitais, alteração comportamental e até risco de alterações fisiológicas como a hemorragia intracraniana.

A fim de favorecer a manutenção da temperatura corporal de recém-nascidos prematuros em UTIN, um estudo realizado por Rolim et al. (2010), avaliou os efeitos da cobertura de plástico de polietileno junto ao RN após o nascimento, como um dispositivo para este cuidado ao RN de risco. Constatou-se que com essa cobertura, envolvendo todo o RN, exceto a cabeça, a temperatura retal avaliada por meio de um termómetro digital antes e uma hora após o uso, teve aumento de 1,54ºC. Não ocorrendo nenhum efeito adverso como: hipertermia, infeção ou maceração da pele pelo seu uso.

A partir de tais constatações, torna-se evidente a relevância da manutenção da termorregulação do RNPT como constante preocupação da equipa de Enfermagem atuante na UTIN, em especial com cuidados direcionados para a prevenção e a gestão de hipotermia. Estas podem contribuir para melhorar o aumento de sobrevida neonatal em contextos de recursos limitados, além de incluir as famílias na prestação de proteção térmica do RN e treinamento dos profissionais da equipa multidisciplinar de saúde para utilização de práticas de proteção da temperatura corporal do RNPT nas unidades neonatais (Lunze, et al., 2014).

Questões de investigação Destacamos a importância de pesquisas baseadas em evidências de modo a utilizar novas tecnologias como a cobertura de polietileno na contribuição para a melhoria da qualidade de vida e sobrevida dos prematuros.

No se que se refere às questões norteadoras pode destacar- se: qual a eficácia da cobertura de polietileno para a manutenção da temperatura corporal do RNPT? Quais os benefícios dessa cobertura como recurso para a termorreguação? Como são os cuidados de Enfermagem prestados a este recém-nascido quanto à manutenção da temperatura corporal? Portanto, o presente estudo teve como objetivo: verificar a eficácia da cobertura de polietileno para a manutenção da temperatura corporal do RNPT, avaliar os benefícios dessa cobertura e, descrever os cuidados de Enfermagem prestados a este neonato quanto à manutenção da temperatura corporal.

Metodologia Estudo descritivo e transversal realizado no período de julho a setembro de 2011. A seleção dos sujeitos foi feita por conveniência, entre os RNPT da sala de neonatologia localizada no Centro Obstétrico (CO) e na UTIN na cidade de Fortaleza-Ceará, Brasil, englobando o momento do transporte do RN com risco iminente de vida do CO até a sua chegada à UTIN.

A amostra constituiu-se por dez RNPT com peso 1.500 gramas e idade gestacional 32 semanas. Sendo excluídos aqueles que apresentaram qualquer tipo de lesão de pele.

Para a colheita de dados utilizou-se um instrumento com variáveis explicativas, independentes ou preditoras de identificação do RNPT, tais como: sexo, peso, idade gestacional e temperatura corporal. Assim como: a identificação dos procedimentos e intercorrências clínicas ou incidentes críticos junto ao RNPT nas primeiras duas horas de vida, monitorização da sua temperatura antes e após a aplicação da cobertura de polietileno com uso de um termómetro digital individual.

Os RNPT do estudo foram cobertos com o saco de polietileno e foram acompanhados durante o transporte do CO até sua chegada à UTIN, onde foi avaliada a temperatura axilar após a retirada da cobertura. Esse procedimento procurou avaliar a necessidade e os benefícios da cobertura, assim como, os cuidados de Enfermagem prestados a este RN quanto à manutenção da temperatura corporal.

Os dados e os resultados foram apresentados em tabelas e analisados à luz de referencial teórico/ enquadramento conceptual. Para sistematizar a informação utilizámos técnicas de estatística descritiva e da estatística inferencial. O tratamento estatístico dos dados foi realizado informaticamente recorrendo ao programa SPSS, versão 21.0 de 2012. O estudo foi aprovado pelo Comité de Ética em Pesquisa da Instituição, sob ofício 070/11 e parecer 36/11, respeitando os aspetos éticos e legais.

Resultados Para facilitar a apresentação dos resultados inicialmente foi realizada a caracterização dos RNPT que utilizaram a cobertura de polietileno para a manutenção da temperatura corporal. E logo após foi descrita a eficácia de tal cobertura com apresentação das variações da temperatura em graus Celsius (ºC) e o tempo de permanência da cobertura (em minutos).

Quanto à caracterização dos neonatos, constatou-se que houve predomínio de RNPT com idade gestacional média de 28 semanas e peso ao nascer médio de 1.041 gramas, conforme mostra a (Tabela_1).

Esses recém-nascidos apresentaram algumas variações de temperatura em graus Celsius (ºC) em relação ao tempo de permanência da cobertura (em minutos). Ou seja, com a aplicação da cobertura de polietileno para manutenção da temperatura corporal do recém-nascido verificou-se uma variância de 0,5 ºC a 0,6 ºC. De modo a evidenciar que a cobertura, pode favorecer, significativamente, na manutenção ou até mesmo no aumento da temperatura corporal do RNPT nas primeiras horas de vida, conforme apresentado na (Tabela 2).

Optámos por tapar sempre a cabeça do RNPT, uma vez que, a cabeça corresponde a 25% da superfície corporal do RN.

A temperatura axilar, nos RNPT, foi verificada a cada seis horas, e a equipa de Enfermagem vigiou continuadamente e sistematicamente os sinais e sintomas do RNPT, considerando a necessidade de reduzir este intervalo de aferição a fim de detetar mudanças óbvias ou subtis dos resultados clínicos basais ou laboratoriais, de modo a obter deteção precoce de um problema, seja ele potencial ou real, de maneira a reduzir o risco de complicações, em alguns casos significa a diferença entre a vida e a morte.

O enfermeiro que presta cuidados na UTIN deve ter conhecimento do sistema termorregulador do RNPT, considerando o aumento de sua viabilidade, superfície corporal relativamente grande em comparação ao peso, isolamento térmico inadequado, baixo peso e extremo baixo peso ao nascer, para reduzir o manuseamento, melhorar os cuidados e minimizar a mortalidade e morbidade do RN de risco.

Por isso, durante a permanência do RNPT na Sala de Neonatologia do CO e na UTIN, é importante reforçar os benefícios da cobertura e dos cuidados de Enfermagem como condições favoráveis e indispensáveis à manutenção da temperatura corporal do RNPT. Constatou-se, portanto, com o presente estudo, que o principal benefício da cobertura de polietileno é o aumento e conservação do calor corporal do neonato prematuro.

Perante estes resultados, salientamos que o enfermeiro que intervém nestas unidades pode e deve implementar estratégias de promoção da saúde e de prevenção de fatores de risco para hipotermia, reduzindo, consequentemente, a morbidade e mortalidade neonatal.

É fundamental que os cuidados de enfermagem sejam dirigidos / orientados para o diagnóstico correto e a tomada de decisão clínica (intervenção de enfermagem centrada na prevenção da hipotermia), conforme (Tabela_3).

Nos principais cuidados de Enfermagem direcionados à manutenção da temperatura corporal do RN pode-se destacar: monitorizar sinais e sintomas de hipotermia (queda de temperatura) e de hipertermia (aumento de temperatura, rubor facial, sudorese); utilizar termómetro adequado, cobertura de polietileno e gorro ou touca no RNPT, quando disponível e indicado; controlar o ambiente termoneutro com monitorização da temperatura da incubadora.

Importante, também, são os cuidados antecipatórios ou de preparação para o acolhimento do RNPT, como o aquecimento prévio dos equipamentos (incubadora ou berço de calor radiante), o campo aquecido para envolver o neonato, e, também, a higienização e o uso de luvas para o manuseamento e realização do exame físico do neonato, onde a preocupação quanto à termorregulação deve ser constante.

Para o cuidado junto ao RNPT e/ou com instabilidade térmica, torna-se importante a utilização da SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem) para possibilitar a identificação dos problemas reais, de risco ou situações de bem-estar, com determinação dos diagnósticos de Enfermagem, para planejar um cuidado direcionado à manutenção do equilíbrio da temperatura corporal e implementar os cuidados de Enfermagem direcionadas a promover o ambiente térmico neutro do RNPT, bem como proporcionar avaliação contínua para identificar resultados alcançados e/ou outros problemas, como aquecer a cabeça, que esta corresponde a uma grande parte da superfície corporal e com ampla perda de calor.

Discussão Em concordância com os resultados do presente estudo, tem-se a avaliação de estudiosos como Rolim et al.(2010) em que referiram que a perda de calor é maior quando o prematuro é considerado extremo e de muito baixo peso, assim como aqueles que se encontram sob calor radiante ao invés do ambiente termoneutro da incubadora, mesmo quando proteção contra perda de calor.

O RNPT é comumente hipotérmico em uma restrita faixa de temperatura ambiental, com tendência a o desequilíbrio entre dois mecanismos básicos de termorregulação, perda de calor aumentada e capacidade de produção endógena diminuída. Por isso, a manutenção da temperatura corporal do RNPT torna-se crucial nos diferentes ambientes em que o RN está inserido. Desde a sala de parto em que necessidade de evitar a perda de água transepidérmica e o controlo de temperatura além da estabilização e a admissão à UTIN (Bissinger & Annibale, 2010).

À medida que o neonato faz a transição para a vida extrauterina, a temperatura central diminui em quantidades que variam com a temperatura ambiental e com a condição do RNPT. Inicialmente, a temperatura central do RN reduz a cerca de 0, 3°C por minuto (Kenner, 2001). Indicando a necessidade de utilizar-se de dispositivos como estratégias para manutenção da temperatura corporal do RNPT nas primeiras horas de vida.

Para isso, o presente estudo, ressalta a eficácia da cobertura de polietileno ao envolver o RNPT após o nascimento, de modo a identificar uma variância de 0,5 ºC a 0,6 ºC na manutenção da temperatura do RN após a sua utilização num tempo médio de 37, 7 minutos. Dados, esses que corroboram com estudo de Çağlar, Gözen, & Ince (2014) que evidenciou que a perda de temperatura corporal foi significativamente menor no grupo de recém-nascidos envolvidos em saco de polietileno em comparação com o grupo que foi coberto com saco de vinil durante os 60 minutos após o nascimento. Levando a conclusão de que a utilização desses dispositivos são estratégias favoráveis à manutenção da temperatura corporal do RNPT.

As atividades de Enfermagem para tais recém-nascidos de risco devem ser direcionadas ao cuidado holístico e resolutivo, utilizando-se de um diagnóstico de Enfermagem principal, de risco, denominado de temperatura corporal alterada (Rolim, Mendonça, & Ponte, 2012).

Para isso, nos cuidados de enfermagem destacam-se a manutenção da temperatura corporal, em níveis normais, os quais podem ser alcançados por meio de atividades como: secar o RN ao nascer para evitar perdas de calor por evaporação, preparar o berço aquecido ou a incubadora dependendo da necessidade do neonato, aquecendo-o o mais rápido possível e avaliar as suas condições clínicas. Alguns procedimentos são responsáveis por promover a perda de calor como: exame clínico, banho e transporte. Esses procedimentos devem ser realizados juntamente com a monitorização dos sinais vitais, evitando assim complicações (Rolim et al., 2010).

Dentre outros cuidados pode citar-se a utilização do termómetro adequado, cobertura de polietileno e gorro ou touca no RNPT, quando disponível e indicado. Para o uso do termómetro adequado pode confirmar-se com os resultados alcançados com um estudo (Rolim et al., 2012), realizado em 2012, com 29 RNPT internados em UTIN; onde se verificou a temperatura antes do manuseamento dos profissionais da unidade, utilizando dois tipos de termómetros, o digital e o de mercúrio. Sendo constatado que o termómetro digital ou termómetro eletrónico portátil possui diversas facilidades que o nomeia melhor e ágil para verificação de temperatura, favorecendo seu potencial e facilidade de manuseamento.

Destacam-se, também, o uso do gorro e/ou touca em todos os neonatos prematuros.

Corroborando, portanto, com estudiosos (Rugolo, 2000) que apresenta o gorro ou uma touca como instrumento útil para prevenir perda de calor pelo couro cabeludo. E, portanto, que mantém e favorece o ambiente termoestável para o RNPT na redução da perda de calor. Um ambiente termicamente neutro deve ser controlado e mantido por monitorização da temperatura da incubadora, uma vez que pode, facilmente, arrefecer ou aquecer.

Além disso, os cuidados inadequados e as condições anátomo-fisiológicas podem desencadear episódios de hipotermia, definida como temperatura nuclear abaixo de 35°C, sendo sugerido o uso de tecnologias que favoreçam a manutenção da temperatura corporal do RNPT como oxigênio humidificado e aquecido, assim como a incubadora aquecida (Scochi, Gaiva, & Silva, 2002).

Em caso da necessidade de transporte do RNPT, este deve ser realizado com segurança, priorizando a manutenção da homeostase respiratória, hemodinâmica e da temperatura. Os estudos dos problemas relativos ao transporte intra- hospitalar de neonatos são escassos, mas pode haver alterações significativas dos sinais vitais como temperatura corporal, frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação de oxigênio, pressão parcial de oxigênio e do gás carbônico. Pesquisadores como Vieira et al. (2007) ressaltam que, mesmo com o adequado preparo do RNPT, as condições inerentes ao transporte, tais como barulho excessivo, vibrações e alterações de temperatura comprometem a estabilidade clínica do neonato.

Torna-se relevante aos RNPT, portanto uma atenção diferenciada quanto à termorregulação, pois quando expostos à hipotermia aguda respondem com uma vasoconstrição periférica, causando metabolismo anaeróbio e acidose metabólica que podem produzir uma constrição de vasos pulmonares, resultando na hipóxia, metabolismo anaeróbio e acidoses adicionais (MacDonald, Mullet, & Seshis, 2007).

A ventilação, temperatura e humidade da unidade de internamento devem estar adequadas às necessidades dos neonatos. Assim, a temperatura deve ser regulada constantemente através do termostato e com um grau da humidade cerca de 65% ou mais. O controlo da temperatura corporal do RNPT deve ser feito após o parto e controlado na unidade de internamento, juntamente com a avaliação dos outros sinais vitais como frequência cardíaca, frequência respiratória e tensão arterial (Oliveira & Rodrigues, 2005).

Knobel, Wimmer, e Holbert, 2009 relatam, ainda, que a evaporação do líquido amniótico presente na superfície corporal do RN pode ser considerado o principal mecanismo de perda de calor no período pós-natal imediato. Estes somam-se com as perdas de calor para o ambiente devido ao arrefecimento da sala de parto ou transporte do neonato em direção a baixas temperaturas na admissão na UTIN (MacDonald et al., 2007).

A atuação da equipa de Enfermagem na Sala de Neonatologia do CO nos primeiros minutos é essencial, sendo utilizada a cobertura de polietileno pré-aquecida por baixo de lençóis do berço de calor radiante para envolver o RNPT. Além da remoção das toalhas molhadas e utilização de gorros para diminuir perdas por radiação e até durante a reanimação do neonato. Ressalta-se que a cobertura de polietileno deve ser mantida até que o RNPT se estabilize homeostaticamente, ou seja, em geral espera-se cerca de 30 a 60 minutos (Bissinger, 2010).

Os RNPT são considerados mais vulneráveis para desenvolver hipotermia devido ao menor depósito de gordura castanha e pela sua capacidade de produzir calor e prevenir perdas estar afetada (Kenner, 2001). Portanto, o presente estudo corrobora com a assertiva que a cobertura de polietileno se apresenta como um dispositivo ou tecnologia efetiva para minimizar as perdas de calor, que favorece a manutenção e elevação da temperatura corporal do RN quando avaliado no CO e admissão na UTIN.

Como um cuidado de Enfermagem também é relevante a importância do registo de Enfermagem e a utilização da SAE como estratégia técnico-científica cíclica e dinâmica. Esta pode favorecer a identificação das situações de saúde/doença, subsidiando ações para os cuidados de enfermagem que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do RN, família e comunidade em que está inserido. que a experiência da hospitalização do RN exige, também, a capacidade de resposta e adaptação da família, pois as expectativas normais do casal em relação ao filho, muitas vezes esperado e idealizado, são frustradas quando este ao nascer, necessita ser internado e muitas vezes de cuidados rigorosos (Silva, Barroso, Abreu, & Oliveira, 2009).

Cabe salientar, a importância da sensibilização da equipa prestadora de cuidados com competência humana, relacional, técnica e científica na Sala de Neonatologia e da UTIN sobre os conhecimentos dos fatores ambientais que podem representar riscos durante o processo de adaptação neonatal. Tal facto exige dos profissionais que ali atuam integração às metas implícitas num cuidado humanizado e de qualidade, como organização, aperfeiçoamento do exercício profissional, funcionamento adequado dos equipamentos, utilização e valorização de tecnologias e dos materiais utilizados nos procedimentos (Rolim et al., 2012).

Como limitação do estudo pode refletir-se a necessidade de pesquisas mais aprofundadas e com maior nível de evidência de modo a possibilitar transformações na prática baseada em evidência quanto aos cuidados de enfermagem para a manutenção da temperatura corporal do RNPT.

Conclusão Os resultados do estudo mostram a eficácia da cobertura de polietileno para a manutenção da temperatura corporal do RNPT. Dentre os benefícios dessa cobertura pode citar-se: a redução significativa da perda de calor, sendo este método barato, prático e fácil de ser realizado não interferindo no manuseamento do neonato.

A Enfermagem tem grande responsabilidade na manutenção do ambiente termoneutro e deve estar atenta às boas práticas adotadas na UTIN, ajudando a reduzir a morbimortalidade dos RNPT. A complexidade da prematuridade torna necessária à utilização de tecnologias para à manutenção da temperatura corporal pode destacar-se a utilização do saco de polietileno.

Dos benefícios da aplicação da cobertura de polietileno destacamos: as melhorias nos cuidados junto ao RNPT quanto ao reconhecimento dos sinais preditores decorrente do prejuízo da instabilidade térmica de modo a evitar iatrogenias, reduzir custos hospitalares e tempo de internamento.

Ao terminar este trabalho estamos convictos da necessidade do desenvolvimento de novos estudos. Portanto, sugere-se termorregulação eficaz, mudanças atitudinais e desenvolvimento da profissão e melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem.


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