Suplementação com vitamina D após o 1º ano de vida na idade pediátrica: qual a
evidência
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PM-27
Suplementação com vitamina D após o 1º ano de vida na idade pediátrica ' qual a
evidência
Rui CorreiaI; Sérgio MirandaII
IUSF Alpendorada
IIUSF Freamunde
Introdução:Pesquisas recentes fizeram da Vitamina D uma das preferidas do
momento. Esta Vitamina já descrita no início do século XX tem assumido um papel
cada vez mais importante sendo atualmente considerada ao nível de hormona. A
sua importância na regulação do metabolismo fosfo-cálcio está bem descrita e o
seu défice associado a patologias ósseas nomeadamente o Raquitismo e a
Osteomalácia sendo por isso recomendada a sua suplementação de 400 UI por dia,
pelas diversas sociedades científicas unanimemente durante o 1º ano de vida.
Cada vez mais se associa o défice desta vitamina a doenças degenerativas,
neoplasias, alterações imunológicas entre as mais diversas patologias sendo por
isso cada vez mais discutida a sua suplementação após o 1º ano de vida.
Objetivo:Reunir os dados disponíveis sobre a suplementação com vitamina D,
discutir os benefícios para a saúde da sua suplementação e apresentar as
diferentes recomendações das diferentes sociedades científicas pediátricas.
Metodologia:Resumir a informação recolhida nos artigos publicados na Pubmed,
Index de revistas médicas Portuguesas, Cochrane, NHS evidence, Nacional
Guideline clearinghouse e CMA infobase, artigos em Inglês, Espanhol e
Português, desde Janeiro de 2004 a Fevereiro de 2014. Utilizamos os termos
MESH: Adolescence; children; infants; vitamin D deficiency.
Resultados:Foram encontrados estudos associativos dos diferentes papéis
fisiológicos da Vitamina D e a sua interação com as mais diversas patologias
nomeadamente cardiovascular, imunológica, doenças degenerativas, endócrinas e
ósseas. Para além disto também se verificou a definição de défice de Vitamina D
sendo que, o estado nutricional da população é avaliado pela dosagem da
concentração sérica de 25(OH)D. A European Society for Paediatric
Gastroenterology Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) considera o valor >50 nmol/
L como sendo normal e como défice severo quando se encontra em valores <25
nmol/L. São também estabelecidos os grupos de risco para este mesmo défice.
Apresentam-se também as recomendações das diferentes sociedades científicas
pediátricas nomeadamente da ESPGHAN, Sociedade Francesa de Pediatria, Academia
Americana de Pediatria, Sociedade de Endocrinologia Clinica e do National
Institute of Health (NIH).
Conclusões:Verificou-se a importância da Vitamina D nas mais diversas funções
orgânicas e a inequívoca importância da suplementação com Vitamina D no 1º ano
de vida. Em relação às outras faixas etárias pediátricas os diversos estudos
parecem demonstrar a import ância da sua suplementação, no entanto a falta de
estudos prospetivos randomizados n ão permitem ainda á maioria das sociedades
recomendarem a suplementa ção para além do 1º ano de vida excepto nos grupos de
risco.