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EuPTCVHe0872-81782013000200011

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variedadeEu
ano2013
fonteScielo

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Prática clínica na doença de Crohn Prática clínica na doença de Crohn Clinical practice in Crohn's disease

Fernando Tavarela Veloso Faculdade de Medicina do Porto, Porto, Portugal Correio eletrónico: taveloso@netc.pt

O trabalho científico recentemente publicado no GE1, «Consenso português sobre a melhor prática clínica para tratamento da Doença Inflamatória do Intestino: resultados da reunião IBD Ahead 2010», de Magro et al., contém informação sobre a epidemiologia da doença inflamatória intestinal em Portugal, que importa corrigir.

Na introdução deste trabalho são feitas considerações epidemiológicas, nas quais é referido que a incidência em Portugal, entre 1991 e 1993, foi 2,4 para doença de Crohn e 2,9 para a colite ulcerosa, com base no trabalho de Shivananda et al.2. Na realidade, os números que figuram nesta publicação são 3,7 e 5,5, respetivamente. A importância da correção advém do facto de ser este o único estudo com informação adequada para avaliar a incidência e prevalência destas doenças no país, sendo estes os números que figuram na literatura internacional3-5. Participamos na autoria deste estudo e da sua publicação integrando o «EC-IBD group» e coordenando o centro de Braga. Uma vez que o conhecimento deste trabalho de investigação está pouco difundido entre nós6, recordo que em Braga foi realizado um estudo prospetivo de base populacional em 7 concelhos do distrito, com a participação de 159 clínicos gerais e dos especialistas dos Serviços de Gastrenterologia e Anatomia Patológica do Hospital de S. Marcos, sendo observadas as seguintes incidências: 4,4 para a doença de Crohn e 6,4 para a colite ulcerosa. O estudo no país englobou também o centro de Almada, onde as incidências verificadas foram, respetivamente: 2,6 e 1,7.

Neste trabalho de consenso, agora publicado, os autores referem os resultados de um estudo epidemiológico realizado por Azevedo et al., com a citação 3; no entanto, certamente por lapso, o referido trabalho não figura na bibliografia.

As recomendações que emanam do presente trabalho sobre a melhor prática clínica para tratamento da Doença Inflamatória do Intestino (doença de Crohn), resultam de um consenso entre os peritos escolhidos com boa experiencia na terapêutica anti-TNF, bem como com a empresa farmacêutica que participou financeira e cientificamente na publicação. Os autores declaram não haver conflito de interesses, todavia alguns manifestaram posição diferente em publicação recente, na mesma revista7. Esta omissão, seguramente involuntária, não retira credibilidade aos autores visados nem aos peritos que participaram na Reunião Nacional de Peritos8.


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