Estado nutricional e hábitos alimentares em crianças de idade pré-escolar
Introdução
A prevalência de pré-obesidade e obesidade infantil continua a aumentar de
forma significativa no Mundo, na Europa e em Portugal tornando-se causa de
grande apreensão em termos de saúde pública. Na Europa, 1 em cada 5 crianças
têm excesso de peso e, aos 14 milhões de crianças que já existem com peso
excessivo, irão surgir mais 400 000 novos casos por ano, sendo que, destes pelo
menos 3 milhões são obesos (Lobstein, Rigby, & Leach, 2005). A este grave
problema está associada uma maior probabilidade de morte prematura e
incapacidade na vida adulta. Se não forem tomadas medidas preventivas, parte
destas crianças serão adultos com obesidade e irão desenvolver graves problemas
de saúde, tendo como principal consequência uma grande redução na esperança e
qualidade de vida, devendo por isso, ser dada especial atenção às crianças e
jovens no sentido de adotarem comportamentos saudáveis (WHO, 2006).
Corroborando esta ideia, a Comissão das Comunidades Europeias (2005, p. 9)
afirma que é durante a infância e a adolescência que se fazem importantes
opções de estilos de vida que vão pré-determinar os riscos para a saúde na
idade adulta. Isto significa que desde muito cedo é necessário capacitar o
indivíduo para aprender ao longo da vida, para que possua ferramentas que lhe
permitam fazer escolhas saudáveis. Desta forma, para travar esta epidemia,
terão de ser desenvolvidas estratégias que encorajem a alimentação saudável,
reduzindo o consumo de gordura e açúcar e aumentando o consumo de fruta e
legumes (WHO, 2006). A grande aposta deve ser feita em termos de prevenção,
sendo este facto consensual em termos da evidência disponível. Sabe-se, no
entanto, que esta prevenção tem de ser o mais precoce possível, isto porque, a
prevalência da obesidade infantil está a aumentar em grupos etários cada vez
mais jovens. A fase do ciclo vital descrita na evidência, como o melhor período
para se iniciar a prevenção da obesidade infantil, é com a criança de idade
pré-escolar. A OMS (2005) refere mesmo que a saúde na infância é preditiva da
saúde ao longo da vida, constituindo nos primeiros anos, os alicerces sobre os
quais se constrói a realização e o potencial em saúde individual. A prevenção,
sobretudo para os mais jovens, é considerada universalmente como a melhor opção
para reverter o aumento da prevalência da obesidade infantil a nível mundial
(Han, Lawer, & Kim, 2010). É então urgente apostar em estratégias de
promoção de saúde que possam contribuir para reverter esta situação.
Face ao exposto, consideramos que seria importante conhecer o estado
nutricional e os hábitos alimentares das crianças de idade pré-escolar, pelo
que definimos a seguinte questão de investigação: Qual será o estado
nutricional e hábitos alimentares das crianças de idade pré-escolar na
freguesia de Rio de Mouro?
Na tentativa de dar resposta a esta questão definimos os seguintes objetivos:
Classificar o estado nutricional das crianças de idade pré-escolar a frequentar
os jardins-de-infância selecionados, através da avaliação do Índice de Massa
Corporal (IMC); Conhecer os hábitos alimentares das crianças de idade pré-
escolar a frequentar os jardins-de-infância selecionados.
Metodologia
Tipo de estudo
Trata-se de um estudo não-experimental do tipo descritivo e transversal,
realizado num Centro de Saúde do Concelho de Sintra, no âmbito do Programa de
Saúde Escolar.
Amostra
A amostra é não-probabilística intencional, sendo que os sujeitos em estudo são
crianças de idade pré-escolar a frequentar os Jardins-de-infância abrangidos
pelo referido Centro de Saúde, nascidas em 2003/2004, com três e quatro anos
respetivamente. Definimos como critérios de inclusão para selecionar os
sujeitos em estudo os seguintes: todas as crianças cuja data de nascimento
fosse 2003 e 2004; a criança estar a viver em permanência com a família e, aqui
adotámos a definição de família de Casey (1988), que considera serem os pais ou
as pessoas que têm uma influência significativa e são responsáveis pela
continuidade dos cuidados à criança; a criança não ser portadora de patologia
associada que interfira com o crescimento.
Os critérios de inclusão para selecionar os Jardins-de-infância foram:
relativamente aos Privados, estarem a funcionar com Alvará respeitando todas as
exigências legalmente necessárias e pertencerem à zona de intervenção abrangida
pelo Centro de Saúde onde o estudo estava a ser feito; relativamente às
Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), serem Instituições
com as quais o Centro de Saúde se articula e pertencerem à sua zona de
intervenção.
Aplicados estes critérios, obtivemos uma amostra constituída por 300 crianças
de idade pré-escolar, distribuídas por sete jardins-de-infância. Não foram
incluídos Jardins-de-infância públicos uma vez que estes só recebem crianças a
partir dos cinco anos de idade.
Variáveis
Definimos como variáveis em estudo: género, idade, estado nutricional e hábitos
alimentares. A operacionalização efetuada para a classificação da variável
estado nutricional foi feita de acordo com o IMC. Este valor calcula-se fazendo
a divisão do peso em quilogramas pela estatura em metros elevado ao quadrado.
Em idade pediátrica, o IMC é percentilado da seguinte forma: Percentil = 5 -
Baixo Peso; Percentil entre 5 e 85 - Peso Normal; Percentil = 85 ' Excesso de
Peso (Percentil = 85 e = 95 ' Pré-obesidade; Percentil = 95 ' Obesidade).
Antropometria
Avaliámos o peso, a estatura e, posteriormente, calculámos o IMC das crianças
com base nas duas variáveis antropométricas. Depois de percentilado o valor do
IMC, procedemos à classificação do estado nutricional das crianças. A avaliação
do peso e da estatura foi sempre efetuada nas mesmas condições, com o mesmo
equipamento e pelos mesmos avaliadores. Foi feito registo e cálculo dos valores
do percentil do IMC em folha própria, utilizando as curvas internacionais do
National Centre for Health and Statistics, utilizadas em Portugal no Programa
Tipo de Atuação (Ministério da Saúde. Direção Geral da Saúde, 2005).
Questionário de frequência de consumo alimentar
Para responder ao segundo objetivo delineado, aplicámos o Questionário de
Frequência de Consumo Alimentar (QFCA) aos pais das crianças a quem tinha sido
feito o diagnóstico de pré-obesidade e obesidade, e pedimos-lhes que
caracterizassem qual a frequência com que os filhos consumiam os diferentes
alimentos. Este questionário foi desenhado por Willett e utilizado no Nurses'
Health Study. O seu crédito é reconhecido internacionalmente, bem como os
estudos feitos à sua validade. Tem sido amplamente utilizado e validado para a
população portuguesa através dos estudos feitos por Moreira, Sampaio, e Almeida
(2003); Barros, Moreira e Oliveira (2005), entre outros. O principal objetivo
do QFCA é conhecer o consumo habitual de alimentos num determinado grupo
populacional, e a sua estrutura contempla o registo da frequência de consumo de
alimentos em unidades de tempo (Slater, Philippi, Marchioni, & Fisberg,
2003). O QFCA tem basicamente dois componentes: uma lista de alimentos e um
espaço para o indivíduo responder com que frequência come cada alimento. O
questionário é composto por 71 itens, distribuídos por oito grupos alimentares:
(I) produtos lácteos; (II) carne, peixe e ovos; (III) óleos e gorduras de
adição; (IV) pão, cereais e derivados; (V) bolos, bolachas, sobremesas e doces;
(VI) hortaliças, legumes e frutas; (VII) bebidas; (VIII) comida rápida e
molhos.
Ao inquirido é pedido que indique a frequência de consumo de cada um dos itens.
Para cada item, são possíveis 9 opções de resposta, variando entre menos de uma
vez por mês até seis ou mais vezes por dia. Para que possam ser calculadas as
médias das frequências de consumo em cada grupo alimentar, a cada resposta é
atribuído um valor, distribuído da seguinte forma (Tabela_1).
Para tratamento dos dados, utilizámos o programa Excel e o programa estatístico
Statistical Package for Social Sciences (SPSS, Microsoft Windows), versão 16.0.
Princípios éticos
Neste estudo tivemos sempre em consideração os princípios nos quais se baseiam
os padrões de conduta ética em investigação, os princípios da Beneficência
(integridade e garantia contra a exploração); do Respeito pela Dignidade Humana
(transmissão de toda a informação sobre o estudo, obtenção do consentimento
escrito, livre e esclarecido) e da Justiça (garantia do anonimato, privacidade
e confidencialidade).
Resultados
Cumprindo com a calendarização planeada entre todos os intervenientes, foram
avaliadas 300 crianças nos sete jardins-de-infância selecionados tendo chegado
aos seguintes resultados:
Relativamente ao género e idade, a distribuição é a seguinte: 154 crianças
pertencem ao género masculino e 146 ao feminino; 140 crianças têm 3 anos de
idade e 160 têm 4 anos.
A classificação do estado nutricional das crianças de acordo com o percentil de
IMC é o seguinte: baixo peso ' 19 (6,3%) crianças; peso normal ' 189 (63,0%)
crianças; excesso de peso ' 92 (30,7%) crianças.
Das 92 crianças com excesso de peso, a sua distribuição é a seguinte: pré-
obesidade ' 41 (13,6%) crianças; obesidade ' 51 (17,0%) crianças.
De salientar que as instituições em que existem mais crianças com excesso de
peso são todas IPSS. Nas Instituições privadas foi onde encontramos os valores
percentuais de pré-obesidade e obesidade mais baixos.
Quando questionamos os pais face à frequência alimentar das crianças, foi
possível através do valor das medianas, como se pode verificar pela (Tabela_2),
ordenar os oito grupos alimentares de acordo com o seu consumo, ou seja,
ficamos a saber que o consumo de carnes, peixes e ovos é de 35,0%, e que,
apesar de pouco consumidos, a ingestão de comida rápida e de molhos representa
ainda 8% das crianças. Ficaram ordenados, por ordem decrescente de consumo, da
seguinte forma: carnes, peixes e ovos (grupo de alimentos mais consumido);
hortaliças, legumes e frutas; pão, cereais e derivados; produtos lácteos;
bolos, bolachas, sobremesas e doces; óleos e gorduras; bebidas; comida rápida e
molhos (grupo de alimentos menos consumido).
Em virtude de não ser possível apresentar todos os resultados da aplicação do
QFCA, elaboramos o (Tabela_3), onde constam os alimentos que as crianças mais e
menos consomem por grupo alimentar. Agrupamos os alimentos em duas classes:
menos e mais consumidos. Os primeiros são consumidos menos de uma vez por mês
ou nunca e, os mais consumidos, como aqueles cujo consumo é de 2 a 4 vezes por
semana ou superior.
Ainda em relação aos hábitos alimentares, quisemos saber qual o comportamento
dos pais relativamente ao que costumavam fazer com a gordura visível da carne,
pele das aves e do peixe, como era habitualmente comido o peixe e carne, e que
gorduras eram utilizadas na confeção e tempero dos alimentos dos filhos.
Verificamos que, em relação à gordura visível da carne, 84,7% dos pais a retira
toda ou quase toda. Contudo, este número já não é tão expressivo no que se
refere ao retirar a pele das aves e do peixe, pois 80,5% dos pais pratica este
procedimento em relação à pele das aves, e 69,4% fá-lo à pele do peixe.
Tal como podemos verificar pela Tabela_4, a forma como habitualmente os pais
cozinham o peixe é grelhado (41,7%) ou cozido (40,3%); apenas 18,1% o faz
frito, assado ou estufado. A forma como cozinham a carne é sobretudo grelhada
(47,2%) ou estufada (27,8%). A gordura mais utilizada pelos pais para cozinhar
e temperar os alimentos das crianças é o azeite, sendo o óleo o mais utilizado
para fritar.
Discussão
Os resultados do estado nutricional das crianças que fazem parte da nossa
amostra são semelhantes aos encontrados por Rito (2004) no estudo que realizou
em Coimbra com crianças dos 3 aos 6 anos, onde 31,9% das crianças tinham
excesso de peso. Também Padez, Fernandes, Mourão, Moreira, e Rosado (2004), no
estudo que realizaram com crianças entre os 7 e os 9 anos, concluíram que a
prevalência de excesso de peso e obesidade era de 31,6%, sendo que 20,3% dos
sujeitos eram pré-obesos e 11,3% eram classificados como obesos.
Outro dado que requer a nossa atenção prende-se com o facto das Instituições
onde se verifica existirem mais crianças com pré-obesidade e obesidade serem
todas IPSS, o que significa que é nos contextos com nível socioeconómico mais
baixo que se verifica uma maior prevalência de excesso de peso. A constatação
deste facto vem reforçar as afirmações da WHO (2006) quando refere que a
obesidade é comum entre os indivíduos mais carenciados, com baixo rendimento
económico, menor escolaridade e maior dificuldade de acesso aos cuidados de
saúde. São as crianças de meios desfavorecidos aquelas que se encontram mais
propensas a ter piores resultados escolares e, consequentemente, como adultos,
terão mais hipóteses de ter menores rendimentos, o que poderá potenciar a
incapacidade de proporcionar cuidados de saúde, nutrição e estímulos adequados
aos seus filhos, contribuindo para a transmissão intergeracional da pobreza
(OMS, 2010). Também no Relatório Mundial sobre Desastres (International
Federation of Red Cross and Red Crescent Societies, 2011, p. 15), pode ler-se
que são as famílias de menores rendimentos onde existe tendência para comprar e
consumir comida de "plástico" densa energeticamente e de pobre
valor nutricional, e menciona-se que é até dez vezes mais barato ter calorias
através de alimentos ricos em gordura, sal e açúcar do que de fruta e vegetais.
São as pessoas que vivem em situações mais desfavoráveis, devido a
constrangimentos sociais, organizacionais e financeiros, aquelas que acabam por
fazer escolhas pouco saudáveis em termos nutricionais e de atividade física.
Numa perspetiva evolucionista da obesidade, pode dizer-se que são os mais
pobres os mais obesos, nos países desenvolvidos (Carmo, Santos, Camolas, &
Vieira, 2008).
Em relação aos hábitos alimentares, os resultados obtidos vão ao encontro do
que o Instituto Nacional de Estatística (2010) constatou no período 2003-2008
face ao consumo da carne, uma vez que o mesmo aumentou significativamente e,
por essa razão, recomendam a sua redução. No nosso estudo, verifica-se
exatamente a mesma situação, os alimentos consumidos com mais frequência são
precisamente os que fazem parte do grupo alimentar da "carne, peixe e
ovos". Os ácidos gordos saturados existem em abundância nas gorduras de
origem animal e, a sua ingestão excessiva pode determinar o aparecimento de
algumas patologias, nomeadamente doenças cardiovasculares e níveis elevados de
colesterol no sangue (Nunes & Breda, 2001).
As respostas dadas face à frequência de ingestão dos outros alimentos vão ao
encontro do que pode ser considerado uma boa prática alimentar uma vez que os
grupos alimentares que se seguem são o das "hortaliças, legumes e
frutas" e de seguida surgem em igualdade o grupo dos "produtos
lácteos" e "pão, cereais e derivados".
De acordo com dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística
(2010), o consumo de laticínios teve um aumento de 6%, bem como o consumo de
cereais, nomeadamente o arroz que tem vindo a substituir o consumo de raízes e
tubérculos, (estes em trajetória descendente desde a década de 90). Portugal o
país da Europa que mais consumiu arroz, com uma disponibilidade per capita de
17,3 Kg/habitante/ano de arroz branqueado, seguido da Espanha e Itália, mas com
valores muito inferiores de respetivamente 7,2 e 6 kg/habitante/ano.
Para as crianças de idade pré-escolar, um padrão alimentar equilibrado e
adequado às suas necessidades compreende uma distribuição, em termos de aporte
energético/calórico, de acordo com as regras da alimentação saudável, ou seja,
a sua alimentação deve ser variada e integrar alimentos que proporcionem os
nutrimentos necessários em proporção e quantidade adequadas.
A introdução de frutas e produtos hortícolas na dieta da criança, de forma
sistemática e regular, pode desempenhar um importante papel na criação de
hábitos alimentares saudáveis, que irão contribuir para o combate da obesidade.
Cada criança deve consumir, pelo menos, 3 peças de fruta por dia, na medida em
que a fruta fornece boa parte das necessidades vitamínicas diárias,
nomeadamente, a vitamina C, ( ) e outras substâncias com características
antioxidantes (que ajudam a prevenir doenças crónicas como as cardiovasculares
e neoplasias) (Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das
Pescas, Ministério da Saúde, & Ministério da Educação 2010, p. 17). A OMS
(2002) reforça esta ideia e, acrescenta que o baixo consumo destes produtos é
responsável por quase três milhões de mortes por ano devido a estas patologias.
A OMS e FAO (2003) aconselham a ingestão diária de 400 gramas de fruta e
hortícolas por pessoa, valor que na realidade fica muitas vezes aquém do
recomendado.
Discussão
De acordo com os resultados obtidos, verificamos que a prevalência de crianças
com excesso de peso em idade pré-escolar nesta freguesia do concelho de Sintra
é bastante elevada (30,7%). Daqui se conclui que a prevenção deve ser iniciada
numa fase precoce do desenvolvimento infantil. É na idade pré-escolar que os
padrões básicos são adquiridos, nomeadamente os da alimentação. Por essa razão,
neste grupo etário é importante a criação de oportunidades de praticar
comportamentos saudáveis ligados à alimentação e ao exercício físico, em
contextos social e afetivamente positivos. Sabemos que a construção de fortes
alicerces nesta idade vai favorecer aprendizagens futuras, sendo a base e
suporte de todas as aprendizagens subsequentes. Por isso, pensamos poder estar
perante o momento em que o empowerment se deve iniciar na vida do indivíduo,
esboçando-se aqui o caminho para a autonomia e parceria. Por esse motivo, a
educação para estilos de vida saudáveis deverá fazer parte integrante da
aprendizagem nesta etapa da vida.
Verificamos ainda que os jardins-de-infância onde existem mais crianças com
excesso de peso são IPSS. Nas instituições privadas, encontramos os valores
mais baixos. Daqui se depreende que o foco da nossa atenção deve ser dirigido,
ou que pelo menos, devemos estar mais atentos aos contextos familiares onde o
nível socioeconómico é mais baixo.
Apesar da muita informação disponível sobre alimentação saudável, e do grande
investimento que é feito pelos enfermeiros em termos de educação para a saúde
neste âmbito, no nosso estudo ainda se verifica uma distorção na roda dos
alimentos, existindo um recurso excessivo aos alimentos do grupo alimentar da
"carne, peixe e ovos", prática que devemos tentar alterar nesta
população. Dentro deste grupo, o alimento mais consumido é a carne de frango,
peru, e coelho.